Client
Duration
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Product Design
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UX Research
Quando a ferramenta certa para o trabalho ainda não existe
Liderando como Product Design Manager a construção do MeuPDV, app de execução em ponto de venda, e seu produto de dados. Conduzimos a pesquisa com Atomic UX Research e desenhamos uma ferramenta que finalmente cabia na metodologia DGMPT da empresa.


Sobre o projeto
Era a ferramenta certa para o problema errado. E nenhuma adaptação ia mudar isso
A Apsen opera com Veeva como sistema de força de vendas. Trata-se de uma plataforma poderosa para o que ela foi desenhada: a visita ao médico para geração de demanda. O problema é que parte relevante do portfólio passa pelo varejo farmacêutico, onde o resultado depende de execução em PDV. E execução em pontos de venda é um problema de natureza diferente: distribuição, gôndola, merchandising, preço, treinamento — o que vive na metodologia DGMPT da operação comercial.
A operação funcionava com adaptações em cima de adaptações no Veeva com formulários longos, fluxos que não acompanhavam a realidade da farmácia, e uma camada paralela de planilhas e WhatsApp para preencher os buracos. Orientamos o projeto com uma pergunta direta: como uma metodologia que sustenta resultado em varejo cabe dentro de uma ferramenta desenhada para outro problema?
A resposta honesta era que não cabe. Era hora de tratar isso como problema de produto, não de configuração.

Os desafios envolvidos
Pesquisa antes de pixel e como o Atomic UX Research sustentou cada decisão de produto
Estruturamos o discovery em torno do framework de Atomic UX Research, organizado em um canvas vivo de Fatos → Insights → Oportunidades. Cada observação em campo virava um Fato rastreável (uma evidência atômica com fonte, contexto e tag). A agregação desses Fatos em Insights permitiu separar opinião de padrões claros e sustentar cada decisão de design com evidências. Acompanhamos dezenas de representantes em farmácias reais e conduzimos outro tanto de entrevistas com gerentes regionais e diretoria comercial.
A pesquisa mostrou os dois lados frustrados pelo mesmo problema: o representante porque a ferramenta cobrava tempo demais num momento que precisa ser rápido; o gerente porque o que chegava no relatório não respondia às perguntas que ele precisava fazer. Esse mapeamento, operacionalizado em jobs-to-be-done e jornadas anotadas, virou a planta baixa para o produto. A conclusão estratégica foi defender a tese de construir internamente, end-to-end, com pesquisa sustentando cada decisão.


Como estamos até aqui
MeuPDV + dashboard: a ferramenta nasceu para servir a metodologia, não o contrário
O resultado é o MeuPDV, app operado em iPad pelo representante de vendas, que cobre o ciclo de visita ao PDV de ponta a ponta, organizado em torno do DGMPT. Cada uma das cinco frentes da metodologia tem sua tela, seu fluxo de captura e sua lógica de validação. As três decisões de design que moveram o ponteiro: a tela acompanha o trabalho real, a captura é a mínima necessária para alimentar decisão de gestão, e a validação acontece no momento com foto, código de barras e presença de material.
A outra ponta do sistema é o dashboard de execução, este por si só merece um case próprio. Neste dashboard gerentes regionais e diretoria comercial passaram a ler o campo em forma de dados. Cada visualização nasceu de uma pergunta concreta de gestão (share de gôndola por rede, preço praticado vs sugerido, cobertura de merchandising, treinamento por loja). Não é um dashboard de tudo. É o dashboard das decisões reais, com a granularidade certa para cada papel.
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Esta é uma versão resumida do trabalho. Se você quiser a apresentação completa, com mais contexto, dados e decisões de design por trás de cada movimento, é só me chamar.
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