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Product Design
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Produto digital
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Design
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UX Research
E se a bula vivesse fora da caixa?
Concebemos um produto novo dentro da Apsen: Uma plataforma digital de bulas acessível por QR Code na embalagem, desenhada para servir pacientes, médicos, ANVISA e meio ambiente. Tudo isso sem mencionar a aceleração para a adequação regulatória que se desenhava no horizonte da indústria.


Sobre o projeto
A bula impressa é obrigatória, mas quase nunca é lida no formato em que é entregue. Descobrimos que o problema não era o conteúdo, mas o meio.
Esse projeto não começou pelo desenho, começou pelo discovery. Conduzimos rodadas estruturadas com a área regulatória e com o time de embalagem da Apsen, mapeando o ciclo real da bula: como ela é redigida, como é submetida, como é versionada quando muda, como é integrada à caixa, como é substituída quando o estoque envelhece. Cada uma dessas pontas tinha sua dor e era impossível desenhar um produto digital de bula sem entender, antes, como a bula de papel se move dentro da operação. Em paralelo, conduzimos um levantamento de dados para sustentar a participação da Apsen na consulta pública da ANVISA sobre bula digital.
Foi um trabalho de evidência: consolidar referências, comportamento do paciente brasileiro, custo logístico da bula impressa e impacto ambiental, num formato que servisse tanto para o posicionamento público da empresa quanto para fundamentar o produto que estávamos concebendo.
A pesquisa confirmou o que a hipótese sugeria. Quando a bula digital aparece, ela ganha em legibilidade (hierarquia visual no lugar de papel dobrado em oito), em acessibilidade (zoom, leitura por voz, contraste), em rapidez de busca (encontrar uma interação medicamentosa por palavra-chave em vez de varrer um texto corrido), e em atualização porque a versão correta está sempre disponível para todos os pacientes, independentemente do lote da caixa. O produto faz sentido por si só. A intenção regulatória sustenta o projeto a longo prazo.

Os Desafios
Simplicidade radical na superfície, complexidade controlada no detalhe e a tese de construir antes da regulação obrigar.
A arquitetura é simples na superfície e complexa no detalhe. Toda bula da Apsen pode ser cadastrada na plataforma, em formato digital, com versionamento controlado. Cada embalagem leva um QR Code que aponta para a bula daquele produto na versão vigente. Quando o paciente escaneia o código, ele acessa a bula imediatamente, sem app, sem cadastro, sem login. A barreira é zero. Por trás dessa simplicidade vivem três decisões de design que definem o produto:
A primeira é o acesso instantâneo, sem fricção: nada de pedir cadastro, e-mail ou consentimento. O momento em que a pessoa escaneia o código em casa, com dor ou não, querendo entender se pode tomar o remédio não admite atrito.
A segunda é a hierarquia pensada para a tela: a bula impressa nasceu para ser papel dobrado, mas a bula digital nasce para ser tela, com blocos navegáveis, informações críticas em destaque (contraindicações, interações, posologia) e busca interna.
A terceira é o versionamento centralizado: cada bula tem versão controlada, data de vigência e histórico, e atualização deixa de ser um problema logístico para virar uma operação de produto.
A tese estratégica que sustenta tudo isso é antecipar a regulação. A discussão regulatória brasileira sobre acessibilidade, redução de papel, rastreabilidade e atualização de informação medicamentosa aponta para essa direção. Defendemos a posição de construir cedo, não porque a regulação obrigava, mas porque o aprendizado de operar uma plataforma de bula digital de produto, de operação, de relacionamento com regulatório, de integração com embalagem não se compra depois.




Summary
A Apsen chega à obrigatoriedade pronta e com o aprendizado dentro de casa, não comprado de prateleira.
Hoje 100% das bulas de medicamentos controlados da Apsen podem ser cadastradas digitalmente, e o caminho do paciente até a bula completa é de zero cliques após o escaneamento.
O impacto da substituição é mensurável em três dimensões. Em sustentabilidade, a eliminação da bula impressa representa uma economia projetada de 120 toneladas de papel por ano, o equivalente a 1700 árvores que deixam de ser derrubadas. Em custo, a economia projetada com a compra de papel chega a R$ 1MM por ano, sem contar o ganho indireto em logística de estoque e em ciclos de atualização. E na experiência do paciente, encontrar uma informação específica (uma contraindicação, uma interação, uma dose) passa de 2 minutos para 10 segundos na bula digital.
Antecipar regulação é estratégia, não compliance: quando uma mudança regulatória se desenha no horizonte, quem começa cedo chega à obrigatoriedade pronta e, em geral, com vantagem competitiva.
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Esta é uma versão resumida do trabalho. Se você quiser a apresentação completa, com mais contexto, dados e decisões de design por trás de cada movimento, é só me chamar.
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